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terça-feira, 9 de abril de 2013

Substantivo

Substantivo

Definição: São palavras que designam/nomeiam seres (animados ou inanimados), objetos, sentimentos, sensações, ações, coisas em geral.

Ex.: João (ser animado, isto é, tem vida) 
       Carro (ser inanimado)
       Ocúlos  (objeto)
       Amor (sentimento)
       Arrepio (sensação) 
       Castigo (ação) 

os substantivos são dispostos em grupos segundo suas especificações. Assim temos:

  • Substantivo Simples: são aqueles que são formados por um único radical (uma só palavra)
Ex.: Casa - Paulo - Formiga

  • Substantivo Composto: são aqueles que são formados por dois ou mais radicais (duas ou mais palavras).
Ex.: Passatempo - Beija-flor - Pé-de-moleque

  • Substantivo Primitivo: são aqueles cujas palavras não derivam de nenhuma outra e são utilizados para formação de novas palavras.
Ex.: Pão - Ferro - Porta

  • Substantivo Derivado: são aqueles que derivam de palavras já existentes na língua portuguesa.
Ex.: Padeiro - Ferradura - Portaria

  • Substantivo próprio: são aqueles que designam/nomeiam "coisas" em particular (pessoas, cidades, países, estados, instituições, ruas, praças, estabelecimentos comerciais, etc.).
Ex.: Henrique - Monteiro - Paraíba - México - Escola Mundo Mágico 
Obs.: Sempre são escritos com letra maiúscula.

  • Substantivos comuns: são aqueles que designam "coisas" duma mesma espécie.
Ex.: Mesa - Lápis - Cadeira - Médico 

  • Substantivos concretos: são aqueles que designam/nomeiam seres/objetos/coisas que independem de nossa vontade, por isso algumas gramáticas observam que são seres de existência própria.
Ex.: Mão - Flor - Papel 

Obs.: Há susbtantivos que emboram designem seres mitologicos ou que imaginamos existir são considerados           concretos.

Ex.: Deus - Fada - Duende 

  • Substantivos abstratos: são aqueles que desingam coisas, tais como sentimentos, sensações que dependem de nós para existir. Não os vemos, nem tocamos, mas os sentimos por meio dos nossos sentidos.
Ex.: Dor - Alegria - Amor 

  • Substantivos coletivos: São aqueles que mesmo no singular indicam um conjunto. 
Ex.: abecedário - de letras de uma língua
academia - de artistas, de literatos, de sábios
acervo - de obras de arte
alcatéia - de lobos
antologia - de textos seletos
arquipelágo - de ilhas 
atlas - de cartas geográficas, de mapas
bagagem - de objetos de viagem
banda - de músicos
bando - de aves
batalhão - de soldados
biblioteca - de livros
bimestre - de dois meses
boiada - de bois
cabido - de cônegos de uma catedral 
cacho - de frutas
cancioneiro - de canções
caravana - de viajantes, de peregrinos, de excursionistas
cardume - de peixes
casario - de casas 
chusma - de pessoas em alvoroço; de criados
chuva - de pedras, de balas, de setas
código - de preceitos, de regulamentos, de leis, de fórmulas
colégio - de alunos, de eleitores, de membros de uma corporação
colméia - de abelhas 
companhia - de pessoas reunidas, de profissionais, de artistas de teatro, de soldados
comunidade - de pessoas para certo modo de vida e certos comportamentos em comum
constelação - de estrelas 
cordilheira - de montanhas 
corja - de malandros, de vadios
coro - de pessoas que cantam juntas 
década - de dez anos 
discoteca - de discos 
elenco - de atores 
enxame - de abelhas 
enxoval - de peças de roupas 
esquadra - de navios de guerra
esquadrilha - de aviões 
falange - de soldados, de tropas 
fato - de cabras 
fauna - de animais de uma região
feixe - de lenha, de raios luminosos 
fileira - de pessoas, de coisas 
flora - de plantas de uma região
frota - de navios, de veículos
gado - de animais criados no campo
galeria - de quadros, estátuas ou obras de arte em exposição
herbário - de plantas para estudo ou exposição 
hinário - de hinos 
horda - de bandidos, de desordeiros
instrumental - de instrumentos
junta - de examinadores, de médicos, de bois
júri - de pessoas convocadas para julgar 
legião - de soldados, de anjos, de demônios 
leva - de pessoas, de coisas
lote - de coisas
magote - de pessoas, de coisas
manada - de animais
maquinaria - de máquinas 
molho - de chaves 
multidão - de pessoas 
ninhada - de filhotes paridos de uma só vez
nuvem - de mosquitos, de insetos, de gafanhotos
ordem - de associados, de religiosos
orquestra - de músicos 
penca - de frutas, de chaves, de filhos
pinacoteca - de quadros, de tela
piquete - de pessoas envolidas em uma greve
plantel - de animais de raça
platéia -  de espectadores 
plêiade - de homens notáveis 
pomar - de árvores frutíferas
quadrilha - de assaltantes 
raizame - de raízes 
ramalhete - de flores
rebanho - de reses
revoada - de aves em voo
resma - de folhas papel
réstia - de alhos, de cebolas
ronda - de militares em patrulha 
século - de cem anos 
tertúlia - de intelectuais em reunião
tríade - de três pessoas ou coisas
vara - de porcos 
vocabulário - de palavras de uma língua
vozerio - de muitas vozes juntas
  
Os substantivos podem flexionar-se em gênero, número e grau.

Flexão de Gênero

Em se falando em palavras dizemos que as mesmas tem gênero e não sexo. Na língua portuguesa existem dois gêneros MASCULINO E FEMININO. Quanto ao gênero que apresentam, os substantivos podem ser : Biformes ou Uniformes.

  • Biformes: são aqueles que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. 
Ex.: meninO    meninA
       gatO        gatA
       palhaçO   palhaçA

  • Uniformes: são aqueles que apresentam uma única forma tanto para o masculino, quanto para o feminino. Se subdividem em: Comun-de-dois, Sobrecomum e Epícenos.
Comum-de-dois: são substantivos que possuem uma única forma para o masculino e feminino. No entanto, a definição de gênero é feita pelo auxilio de uma outra palavra de outra classe gramatical (artigo, pronome, adjetivo).

Ex.: O colega                               A colega
       colega NOVO                      colega NOVA

Sobrecomum: são substantivos que possuem uma única forma para o masculino e feminino. No entanto, a definição de gênero é feita por meio do contexto no qual a palavra está inserida.

Ex: A vítima do acidente foi um homem. (VÍTIMA é substantivo sobrecomum, uma vez que a palavra é sempre feminina e pode ser utilizada para quaiquer dos gêneros. Porém, a definição de gênero, neste caso é feita por meio da palavra HOMEM que indica que foi/era a vítima do acidente.

Epicenos: são substantivos que possuem uma única forma para o masculino e feminino. Referem-se apenas a   animais (são nomes de animais) a definição de gênero é feita por meio do auxílio da palavra macho ou fêmea.

Ex.: Cobra macho                                  Cobra fêmea
       Tartaruga macho                             Tartaruga fêmea

domingo, 3 de março de 2013


História da Gramática


Gramática (do grego: γραμματική, transl. grammatiké, feminino substantivado de grammatikós) é o conjunto de regras individuais usadas para um determinado uso de uma língua, não necessariamente o que se entende por seu uso "correto". É ramo da Lingüística que tem por objetivo estudar a forma, a composição e a inter-relação das palavras dentro da oração ou da frase, bem assim o seu apropriado ou correto uso.

A primeira gramática de que se tem notícia, registro histórico, é a de Pānini para o sânscrito.

Contudo, aceita-se que o estudo formal da gramática tenha iniciado com os gregos, a partir de uma perspectiva filosófica — como, aliás, era do feitio grego no apreciarem as diversas questões do conhecimento e da natureza— , descobrindo, assim, a estrutura da língua.

Com o advento do Império Romano, em sua dominação dos demais povos, os romanos receberam essa tradição dos gregos, e traduziram do latim os nomes das partes da oração e dos acidentes gramaticais. Muitas destas denominações chegaram aos nossos dias. A partir do século XIX, surgiu a gramática comparativa, como enfoque dominante da Lingüística.

Dionísio, o Trácio, gramático grego, escreveu a "Arte da Gramática", obra que serviu de base para as gramáticas grega, latina e de outras línguas européias até o Renascimento.

No século XVIII, iniciaram-se as comparações entre as várias línguas européias e asiáticas, trabalho que culminou com a afirmação de Gottfried Wilhelm Leibniz de que a "maioria das línguas provinha de uma única língua, a indo-européia".

Até o início do século XX, não havia sido iniciada a descrição gramatical da língua dentro de seu próprio modelo. Mas, abordando esta perspectiva, surgiu o "Handbook of american Indian languages" [Manual das línguas indígenas americanas)(1911), do antropólogo Franz Boas, assim como os trabalhos do estruturalista dinamarquês Otto Jespersen, que publicou, em 1924, "A filosofia da gramática".

Boas desafiou a metodologia tradicional da gramática ao estudar línguas não indo-européias que careciam de testemunhos escritos.

A análise descritiva, representada nestes dois autores, desenvolveu um método preciso e científico, além de descrever as unidades formais mínimas de qualquer língua.

Para Ferdinand de Saussure, "a língua é o sistema que sustenta qualquer idioma concreto", isto é, o que falam e entendem os membros de qualquer comunidade lingüística, pois participam da gramática.

Em meados do século XX, Noam Chomsky concebeu a teoria da "gramática universal", baseada em princípios comuns a todas as línguas.

Também nos séculos XIX e XX, estabeleceram-se as bases científicas da Semiótica, como "sistema de signos", a conectar várias ou todas as áreas do conhecimento.

Em língua portuguesa, a primeira gramática conhecida é da autoria de Fernão de Oliveira, foi publicada em Lisboa, em 1536, com o título “Grammatica da lingoagem portuguesa”.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós

A Cantiga da Ribeirinha é o texto mais antigo escrito em português arcaico ou galego-português. Datada de 1189 ou 1198  - final do séc. XII - Segundo consta, foi dedicado a D. Maria Paes Ribeiro - apelidada "A Ribeirinha", amante do rei D. Sancho I - e pertence a uma coleção de textos arcaicos denominada Cancioneiro da Ajuda.

"No mundo nom me sei parelha,

 mentre me for' como me vai, 

ca ja moiro por vos - e ai 

mia senhor branca e vermelha, 

queredes que vos retraia 

quando vos eu vi em saia! 

Mao dia que me levantei, que vos enton nom vi fea! "

"E, mia senhor, des aquel di' , ai!  

me foi a mim muin mal, 

e vós, filha de don Paai 

Moniz, e ben vos semelha 

d'aver eu por vós guarvaia, 

pois eu, mia senhor, d'alfaia 

nunca de vós ouve nem ei 

valia d'ua correa". 

"No mundo ninguém se assemelha a mim / enquanto a minha vida continuar como vai / porque morro por ti e ai / minha senhora de pele alva e faces rosadas, / quereis que eu vos descreva (retrate)  / quanto eu vos vi sem manto (saia : roupa íntima) / Maldito dia! me levantei / que não vos vi feia (ou seja, viu a mais bela). 
E, minha senhora, desde aquele dia, ai / tudo me foi muito mal / e vós, filha de don Pai / Moniz, e bem vos parece / de ter eu por vós guarvaia (guarvaia: roupas luxuosas) / pois eu, minha senhora, como mimo (ou prova de amor) de vós nunca recebi / algo, mesmo que sem valor."

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Curiosidade!


Qual a maior palavra da língua portuguesa?

A maior palavra da língua portuguesa possui 46 letras e ganhou registro definitivo em 2001, quando apareceu no dicionário Houaiss. Estamos falando de pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Antes, o título pertencia ao advérbio "anticonstitucionalissimamente", que tem 29 letras e descreve algo que é feito contra a constituição. O vice era "oftalmotorrinolaringologista", com 28 letras, que se refere ao especialista nas doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.
O Houaiss é o campeão de palavras na língua portuguesa, mas não traz, por exemplo, palavras da química que têm dezenas de sílabas, usadas para definir compostos. Uma delas é "tetrabromometacresolsulfonoftaleína", que tem 35 letras e indica um corante usado em reações. "Palavras como essa são muito específicas e só aparecem em glossários de terminologia química", diz o filólogo Mauro Villar, do Instituto Antônio Houaiss.

Entenda cada parte desse vocábulo de 46 letras
Pnmeumoultramicroscópico

Pneumo - Pulmão

Ultra - Fora de

Microscópico - Muito pequeno

Silicovulcanoconiótico

Sílico - Vem de silício, um elemento químico presente no magma vulcânico

Vulcano - Vindo de um vulcão

Coniótico - Vem de coniose, doença causada por inalação de pós em suspensão no ar

Tudo isso junto...
Pessoa que sofre de uma doença pulmonar, a pneumoconiose, causada pela aspiração de cinzas vulcânicas!

Fonte: Mundo Estranho

Para quem diz que português é difícil. Deem só uma olhada no texto mais antigo já encontrado escrito em Língua Portuguesa.


Qual o texto mais antigo da língua portuguesa?
É um texto de 1175, chamado Notícia de Fiadores, mas o duro é entendê-lo! A semelhança com o português atual é pouquíssima. Até o jeito como o patrício escrevia as letras é complicado! Mas os linguistas identificam vários elementos nele que o caracterizam como português antigo, ou galego-português, e o diferem do latim, ainda muito empregado na época. O texto lista os fiadores de um tal de Pelágio Romeu, um português que, apesar de nobre, não era rico. O documento foi descoberto pela pesquisadora Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa, em 1999. Ela o encontrou no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, enquanto pesquisava para sua tese de doutorado. Como o local possui um imenso acervo inexplorado, ainda podem pintar outros documentos mais antigos. Confira a seguir a versão original do velho texto. E depois, claro, sua "tradução"!

Texto Original

Noticia fecit pelagio romeu de fiadores Stephano pelaiz .xxi. solidos lecton .xxi. soldos pelai garcia .xxi. soldos. Güdisaluo Menendici. xxi soldos /2 Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaco .x. soldos. Güdisaluo anriquici .xxxxta. soldos Egeas Monííci .xxti. soldos [i l rasura] Ihoane suarici .xxx.ta soldos /3 Menendo garcia .xxti. soldos. petro suarici .xxti. soldos Era Ma. CCaa xiiitia Istos fiadores atan .v. annos que se partia de isto male que li avem

Versão modernizada

Pelágio Romeu lista aqui seus fiadores: para Pedro Colaço, devo dez contos; para Estevão Pais, Leitão, Paio Garcia, Gonçalo Mendes, Egas Moniz, Mendo Garcia e Pedro Soares, deve vinte contos; para João Soares, trinta contos, e para Gonçalo Henriques, quarenta contos. Agora estamos em 1175, e só daqui a cinco anos vou ter que pagar esses patrícios!

Fonte: Mundo Estranho